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 Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth

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G. C. Volturi
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MensagemAssunto: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Qui Maio 17, 2012 3:25 pm

Well, essa fanfic já está terminada há um tempo em outro site e eu nem ia postar aqui porque ninguém vai ler mesmo, mas como envolve personagens desse fórum, o pessoal mais antigo, achei que seria, talvez, interessante deixar guardado aí. Então eu vou postando aí só pra ficar guardado mesmo.




Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth

Eu nunca poderia imaginar, nem quando meu maior problema era um casamento arranjado, que eu poderia me tornar tal coisa. Nunca poderia imaginar que veria coisas que nem em meu piores pesadelos eu vi, isso é, quando eu sonhava de noite. E como se não bastasse me tornar o ser mais detestável do planeta, por um infortúnio do destino, eu me tornei líder desses seres. Além da minha própria vida, eu tinha uma responsabilidade grande demais nas costas. Porém, as coisas tendem a mudar quando menos se espera.

Classificação: +16
Gêneros: Amizade, Aventura, Darkfic, Drama, Fantasia, Humor Negro, Romance, Tragédia
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Tortura, Violência






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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Qui Maio 17, 2012 5:16 pm

HOEEEEEEE ATÉ Q ENFIM!

na boa, vo acabar lendo tudo de novo xD
ansiosa pra vc postar, G ^^




Spoiler:
 

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G. C. Volturi
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Qui Maio 17, 2012 5:23 pm

Vou postar. Só não postei direto para não ser double. Tem que dar o exemplo. HSUAHUHUASHAU'

___________________________________________________________

Prólogo - Encontro

Mais um território a ser ocupado. Era sempre assim, nós, os Volturi, não podíamos ficar mais de quinze anos no mesmo endereço. É o preço pela juventude eterna. Eu, Giuliet Volturi, vampira, fui transformada aos dezenove anos, à muitos, muitos anos. Podia fingir ter, no máximo, trinta anos, forçando muito a barra. E então, tudo começava de novo. Forjar uma morte, tirar novamente documentos falsos e recomeçar a vida em um lugar distante.

O lugar distante da vez era Forks, no estado de Washington, Estados Unidos. Uma cidade pequena, próxima a Seattle, que quando não nevava – se fosse inverno – ou chovia, estava repleta de nuvens que não deixavam o Sol passar. Lugar perfeito para vampiros.

Meu clã era composto por outros 5 vampiros: Hecate, vice-líder; Matt, conselheiro; Anne, estrategista; Kronus e Gabi sendo apenas integrantes, não que fossem menos importantes. Eu ocupava o cargo de líder, por um acaso do destino acontecido em tempos distantes. Nós éramos um clã relativamente grande, para uma espécie que só sabe andar aos pares. Também éramos o clã governante. A nossa sociedade é muito semelhante com a humana, porém menos complicada um pouco. Todos os clãs, grupos, cada vampiro, é governados por um único clã, que estabelece as regras e mantêm tudo em segurança. E, por volta de quatrocentos anos antes, subimos ao poder ao lutar contra o vampiro governante da época. Dos que estavam lá na época, sobraram apenas eu e Hecate, mas o clã seguiu em frente. Não que isso tenha sido algo fácil, todos nós tínhamos marcas no corpo o suficiente para provar isso.

Morávamos juntos em um casarão na floresta, afastados de tudo. A despeito das lendas humanas, era uma casa comum, bem arejada, bem iluminada e dois andares amplos. Cada um tinha seu quarto no segundo andar, mais pra guardar coisas do que pra utilizar. Vale a pena citar que vampiros não dormem.

No primeiro andar, havia uma cozinha intocada, uma sala gigantesca, que, além de televisão, sofá, e tudo que as salas normais tinham. Havia também um piano, ao fundo. Normalmente quem tocava era eu. O outro fã de instrumentos do clã era Matt, que tocava, normalmente, um violão que ficava guardado no seu quarto.

Havia, ainda no segundo andar, além dos quartos, uma espécie de biblioteca. Tinham livros ali que qualquer colecionador pagaria o que tivesse para ter. Os meus preferidos eram manuscritos originais de Shakespeare. A única dificuldade era conservar isso tudo, mas como eu não dormia, tinha muito tempo pra isso.

Era um dia especialmente ensolarado na região. Se houvessem mais cinqüenta daqueles no ano, seria muito. Eu estava especialmente disposta a andar pelo território, ainda desconhecido. Fazia cinco meses desde que viemos da Noruega, aonde passamos os últimos dez anos, e ainda não tínhamos explorado o território todo.

–Vamos dar um passeio? – Falei, em tom normal, ainda assistindo o jornal da manhã, sabendo que eles ouviriam de qualquer jeito. Mas ninguém respondeu. – Isso não é exatamente uma pergunta, se é que vocês me entendem.

Todos os cinco apareceram, a maioria com uma cara de tédio no rosto. Só Hecate e Kronus pareciam um pouco animadinhos.

–Passeio pra onde? Está sol! – Chiou Matt.

–A gente não vai aonde há humanos. Só vamos fazer um reconhecimento da área.

–Da última vez, um humano nos viu e fomos obrigados a cuidar dele. – Lembrou-me Gabi, comentando um pequeno incidente na Noruega.

–Foi só uma vez, gente. Não acontece sempre. O que de pior pode acontecer? Qualquer coisa eu apago o humano antes dele perceber a gente.

–É, vamos lá, o que vocês acham que vão encontrar? Um tipo de monstro novo? – Incentivou Hecate, quase que profeticamente.

Os outros bufaram e começaram a andar para a saída. Desliguei a TV, me levantei e logo estava ao lado deles. Comecei a guia-los por qualquer direção, só para reconhecer o lugar. De vez em quando, um raio de Sol ultrapassava as árvores, fazendo nossa pele se aquecer e brilhar. Não, nós não nos ferimos com Sol, nem ardendo ficamos, só que como somos praticamente pedra, nossa pele brilha. Há quem ache que seria melhor se queimasse, eu já ficaria feliz se não acontecesse nada. Se a genética disse que isso atraía os humanos, quem sou eu para discutir. Mas que é ridículo, ah, isso é...

Chegamos à beira de um enorme lago, e paramos. O Sol refletia na água, o que ofuscaria a visão se fôssemos humanos. Poderíamos atravessar nadando, mas não sei o que aconteceu. Alguma força, um pressentimento de que deveríamos contornar pela direita.

–Eu seria muito chata se pedisse pra darmos a volta? Não estou muito a fim de me molhar. – Sugeri, normalmente. Eles deram de ombros e continuamos.

A paisagem à beira do lago era bonita, então não corremos, e sim caminhamos tranqüilamente. Sete quilômetros depois estávamos quase na metade do lago, foi então que um cheiro nos invadiu. Eu demorei mais para reparar, parando alguns centímetros à frente deles. Meu olfato não era minha melhor habilidade, era obrigada a admitir. Mas aquele perfume em si deixaria o pior olfato do mundo enjoado. O perfume lembrava cachorro de rua, só que muito mais potente. Poucas coisas eram capazes de revirar o estômago de um vampiro, mas aquele conseguia. Todos estavam com o nariz torcido e uma cara de nojo, olhando ao redor.

–Mas que droga é essa? – Perguntou Matt, discretamente levando a mão à barriga.

–Tem alguém se aproximando. – Constatou Gabi. Seu poder – alguns sortudos nascem com algum dom – era ler mentes, e ela conseguia fazer isso à uma boa distância.

Mal ela terminou de falar, passos leves se fizeram ouvir entre as folhagens, e logo com isso juntou-se uma espécie de rosnado baixo, algo selvagem e gutural, que fez um calafrio subir pelas minhas costas.

Na nossa frente, instantes depois, surgiu um grupo de lobos gigantescos. Mesmo apoiados nas quatro patas, os animais eram mais altos que nós, tendo quase dois metros cada e nos encaravam sem ao menos piscar. Eram 4, lado a lado, mas um deles, o maior estava um pouco mais à frente. Atrás dele, havia um segundo maior, de pêlo marrom e branco ao redor dos olhos e no peito; um terceiro de pêlo cinza; e um quarto, preto. Mas o primeiro, de pêlo castanho e branco, detinha toda a minha atenção. Era, sem a menor dúvida, o alfa, não só pelo porte físico, mas também pelo modo como os outros se mexiam, em total harmonia com seus movimentos. Ele pareceu me identificar como líder, pois também mantinha os olhos fixos a cada movimento meu. Nós dois agora estávamos absolutamente parados, esperando o que o próximo ia fazer. Eu tinha a mais absoluta certeza do que ele era, apesar de vampiros desavisados – os cinco atrás de mim, por exemplo – não saberem que realmente existem. Minha mente voltou 500 anos no passado. Meu corpo reagia de forma estranha, quase beirando o descontrole, me fazendo sentir como um recém-criado que vê sangue pela primeira vez. Porém, ao invés do desejo incontrolável, eu sentia raiva, ódio, vontade de avançar imediatamente sobre eles, e minha boca estava inundada de veneno, minhas gengivas chegavam a arder.

Então eu lembrei que meu clã provavelmente não estaria entendendo nada, mas explicações deveriam vir depois. Acordei do transe quando os ouvi rosnar, menos Gabi. Essa provavelmente estava fascinada por encontrar uma mente humana dentro de um corpo animalesco. Sem tirar os olhos do Alfa, falei com meu clã.

–Não ataquem.

Os lobos pareceram hesitar quando ordenei isso, e meu clã também. Eu podia sentir o olhar deles nas minhas costas.

–Gabi, preciso de você.

Ela se aproximou de mim, e eu dei três passos a frente, fazendo um esforço inumano para me manter no controle, e parando quando os lobos rosnaram. Voltei a encarar o Alfa, e falei na voz mais calma que eu podia.

–Ela pode ler a mente de vocês. Então, já que nenhum de vocês vai querer virar humano para que possamos evitar a carnificina, ela vai traduzir.

–Eles ficaram revoltados por terem a mente violada. São dois homens e duas mulheres. A de pêlo castanho é a Alfa. – Gabi respondeu muito baixo e rápido, só eu ouviria.

–Estamos apenas fazendo um reconhecimento de território. Não estamos caçando, nem matando, nem agredindo a área.

–Não interessa o que vocês estão fazendo, não são bem vindos aqui. Saiam de nossas terras. – Traduziu Gabi, imitando perfeitamente o tom irritado. Segurei o rosnado quando ele quase saía da garganta.

–Sinto muito, mas isso não é uma opção. Estamos no território à cinco meses e em momento nenhum fomos abordados por um grupo de... er... lobisomens.

–O território é nosso há gerações e sanguessugas assassinos não são bem vindos. – O tom aumentou um pouco.

–Eu conquisto territórios a gerações, cachorros não são bem vindos. – Eu respondi, devolvendo o desafio, me convencendo de que minha paciência não duraria muito. A alcatéia toda rosnou e os pêlos da nuca se eriçaram mais um pouco. – Só para constar, eu não tenho medo de rosnado. – O rosnado diminuiu, mas a postura era a mesma. – Vamos fazer um combinado, ok? Nós ficamos no nosso canto, e vocês no de seu, ninguém incomoda ninguém.

–Não fazemos combinados com monstros como vocês. – Gabi parecia nervosa, assim como eu, e precisei de toda a minha força para não demonstrar a fúria que eu sentia.

–Vocês não deveriam sair por aí falando o que não sabem. Podem acabar castrados. – eles deram um passo à frente, agora estávamos apenas a três metros de distância, e eu já me via obrigada a olhar para cima. – Nós vamos embora agora. Não sigam nosso rastro, vamos estar preparados para vocês se forem. Não me obriguem a por um fim na vida medíocre de vocês.

E mesmo com aquela pouca distância, eu virei de costas e comecei a andar tranqüilamente na direção que tomaríamos para voltar. Ignorei os olhares pasmos de meus amigos e continuei a andar. Decidi não ser tão imprudente e usei meu poder, apenas deixando uma névoa atrás de nós.

–Se eu fosse vocês, não atravessaria essa névoa. Pode ser um tanto... desconfortável.

Não fiquei para ver se eles iam arriscar, logo estávamos correndo na maior velocidade que podíamos. Tentei manter aquela névoa naquele lugar o máximo que pude, mas em certo momento a distância impediu e relaxei. Quem atravessa a névoa tem seus sentidos totalmente apagados. Eu normalmente não uso em batalhas, pois é totalmente letal e injusto. Sem falar que, dependendo do inimigo, eu prefiro que sinta dor enquanto morre.

Quando chegamos novamente na casa, eu estava muda, ninguém disse uma palavra sequer na volta. Eu achava que nunca mais seria obrigada a...

–Giuliet, mas que droga foi aquela? – Puxou a discussão Kronus, e a bola de neve foi crescendo.

–A ordem habitual é “quando vocês encontrarem algo que queira mata-los, matem primeiro”! – Matt estava especialmente alterado.

–Exatamente! E, na minha opinião, eles queriam matar a gente bastante! – Anne estava um pouco mais calma, mas ainda sim alterada.

Gabi e Hecate estavam caladas. Ambas sabiam exatamente o que se passava comigo. Hecate desconfiava, mas Gabi havia visto tudo na minha mente. Eu poderia esconder, já que vampiros podem pensar em mais de uma coisa ao mesmo tempo, mas eu precisava pensar naquilo, e ela é boa em guardar segredos.

–Ninguém vai encostar um dedo em um lobisomem até que eu diga, estamos entendidos? – Disse, com a voz de comando que eu odiava ser obrigada a usar. Eles se encolheram um pouco, mas ainda sim estavam inconformados.

–Seria uma excelentíssima idéia você começar nos explicando o que são aquilo! – Matt estava nervoso demais para o meu gosto, como sempre.

–Gabi, explique-os o básico que você entendeu hoje. Depois eu explico mais detalhadamente. Vou para o segundo andar, aonde eu possa ver mais longe.

–Eles não vão nos seguir. – Ela afirmou. – Não por enquanto, pelo menos.

–Nunca se sabe...

Eu subi correndo, direto para o meu quarto. Sentei em uma cadeira, ao lado da janela, e fitei a paisagem, mas minha mente estava distante.

Meia hora depois, Hecate entrou com duas garrafas. A melhor coisa do século XXI é que, com tantos bancos de sangue, poderíamos acalmar a sede com sangue de garrafa. Não era a mesma coisa e não matava a sede completamente, mas dava um conforto psicológico. E como criatividade não morre com veneno, havia cada vez mais variedades. O que ela tinha na mão era o equivalente a cerveja. Álcool, quando consumido com sangue, se dispersa da mesma forma que o sangue em si em nosso organismo. O problema é que, se bebido em quantidades absurdas, causa efeitos devastadores. Não queira ver um vampiro bêbado.

Peguei minha garrafa e dei uma golada, ainda olhando longe.

–O passado resolveu voltar hoje?

–Aham. E um bem distante.

Ela se sentou perto de mim em silêncio e me encarou. Continuei olhando para fora perdida.

–Você nunca me contou com clareza o que aconteceu durante seus primeiros vinte anos de vida. Aposto uma garrafa de A- que aconteceu por essa época.

Ri sem muito humor. A- era o tipo preferido dela, então pra ela apostar algo assim é porque ela tinha certeza. E estava certa de novo. Eu nunca contara a ninguém muitos detalhes dos meus últimos anos como humana e os primeiros como vampira porque havia coisas que eu queria esquecer.

–É meio longa.

–Eu tenho uma eternidade pra ouvir. Literalmente.

Suspirei e comecei a contar o que me acontecera quase 500 anos antes, a primeira vez que me deparei com um lobisomem.







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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Qui Maio 17, 2012 6:42 pm

puking rainbows

OMG

Essa humilde alma que não sabe escrever uma fic descente implora
por favor posta mais G *-*
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sex Maio 18, 2012 11:27 am

Você escreve bem, Mônica, qual foi. HSAUHASUHASU'
Vou postar o outro agora. \o
____

Londres - 1509

Aos 15 anos de idade, humanos tem o grande impulso de desobedecer qualquer coisa. Naquela tarde de verão em 1509, era exatamente isso que eu estava fazendo.

–Corre Ben! Vai perder de novo! – Gritei para trás, aonde Benjamin, criado da minha casa e única pessoa da minha idade sociável, estava perdendo feio em uma corrida de cavalo.

–Droga Giuliet, seus pais vão nos matar! Você tinha compromisso hoje.

–Se seu cavalo não fosse tão lento, voltaríamos mais cedo! – Freei o cavalo e deixei que Ben se aproximasse.

–Sério! Hoje é um dia importante.

–Meu pai está falando isso a semana inteira, não precisa me lembrar.

–Você tem prazer em arrumar confusão, não tem não?

Olhei pra ele e ri. Benjamin não era como a maioria dos ingleses da época, pelo menos fisicamente. Ao contrário de nós, ele não era pálido, sua pele era bem mais escura. Mas não para um tom enegrecido, mas sim um avermelhado que ninguém mais tinha. Ele era adotado, obviamente, mas, segundo ele mesmo, John, seu avô adotivo, nunca disse exatamente de onde ele tinha vindo. Considerando que eu vivia na Europa do século 14, ele era a pessoa de pele mais morena que eu conhecia. Fora isso, ele era um pouco mais alto, os olhos eram muito negros e o cabelo também muito escuro, quase que perfeitamente liso, vindo até um pouco acima dos ombros. Ele crescera comigo, era apenas um ano mais velho, e agora era criado da casa, assim como seu avô, o cocheiro. Porém tinha um pouco mais de liberdade, já que não sobrava muito serviço para ele..

Incitei meu cavalo a correr e passei-o logo, ouvindo um resmungado. Só fui parar quilômetros à frente, quando encontrei um riacho e julguei que os cavalos mereciam descansar um pouco. Descemos e nos sentamos debaixo de uma árvore.

–Você tinha que estar em casa dez minutos atrás.

–Pare de resmungar como um velho. Um chá de cadeira não vai fazer mal ao homem. Nem o conheço, tanto faz.

–Sorte sua não conhecer.

–Você conhece?

–Vai e vem cruzo com ele e seu grupo. Christopher Allen é o ser mais arrogante e metido de toda a Grã-Bretanha. Ele deve achar que é filho da família real. Um dia eles quase atropelaram meu avô na rua com o cavalo, nem sequer pensaram em desviar. Se eu pego aquele...

–Benjamin, calma! – Segurei seu braço, preocupada com a repentina explosão de raiva tão incomum vindo de alguém tão calmo. Percebi que se pele estava queimando. O olhei assustada e vi que também suava exageradamente, além de uma tremedeira estranha – Você está ardendo em febre, temos que voltar.

O ajudei a se levantar, não conseguindo acompanhar muito bem seu estado físico, que de exageradamente saudável passara para “não se agüentando nas próprias pernas”. Parecia meio cansado, e o olhar estava meio agressivo, como se ele quisesse bater em alguma coisa. Ele subiu no cavalo e amarrei o dele ao meu, para que ele não precisasse controla-lo. Subi ao meu e corri o mais rápido que pude, em vinte minutos estava chegando em frente à minha casa. Nunca tinha feito aquele trajeto tão rápido.

Dirigi nossos cavalos para o estábulo, mas já tinha um comitê de recepção me aguardando lá, formado por minha mãe e Gwen, nossa criada há tanto tempo quanto eu podia lembrar. Ignorei a expressão raivosa de minha mãe e ajudei Benjamin a descer do cavalo. Ele parecia bêbado, e estava mais quente ainda.

–Ele começou a passar mal. Está ardendo em febre.

–E a senhorita deveria estar aqui meia hora atrás. Sorte Benjamin ter ficado doente, senão não teria voltado ainda. Os Allen vão estar daqui a pouco e não vão querer te ver dentro de uma calça para cavalgadas.

–A senhora não acha que eu ia cavalgar com espartilho, certo? – Eu não deveria responder, mas, por algum motivo, eu havia perdido a paciência com minha mãe ultimamente.

–Perdão, senhora. A culpa é minha. Comecei a passar mal e atrasei o progresso do passeio. – Mentiu Ben, tentando me safar. Minha mãe deu de ombros.

–Que não se repita. Gwen, leve Benjamin para dentro e veja o que pode fazer por ele. E você, vá tomar banho.

Benjamin seguiu Gwen e sumiu de vista, enquanto eu fui me arrumar. Um pouco depois de um banho rápido – o que para os tempos atuais, nem tão rápido assim – e quase frio, já estavam me enrolando em algumas dezenas de panos. Lá vinha o grande embrulho de presente de novo, que é como eu me sentia. Quando acharam que eu estava vestida o suficiente, o que não foi muito rápido, minha mãe apareceu de novo, com a aparência cansada, e as criadas saíram.

–Giuliet, por favor, não faça nada que desagrade seu pai. Não queremos vê-lo irritado. – Ela me pediu com francamente. Minha mãe muitas vezes era dura demais, mas eu não a culpava, ela era obrigada a tal. O problema é que a vida que ela teve é a vida que eu me via tendo caso meu pai arranjasse um casamento, e era exatamente o que eu não queria viver.

–Vou fazer o possível. – Tentei mudar de assunto. – Como está Ben?

–Gwen falou que não muito bem. John está com ele agora. Não deve demorar muito e estará de pé de novo. Agora vamos, os Allen já chegaram.

Descemos as escadas e chegamos até a sala de visitas, onde me pai estava na poltrona logo de frente para a escada. Tinha os cabelos castanho-claros, iguais aos meus, e os olhos igualmente azuis. Além disso, era um homem alto para a época, de corpo saudável, e, nos padrões do século XXI, muito jovem para ter uma filha de 15 anos. Eu era muito parecida com minha mãe, mas quando eu estava perto de meu pai, não havia como negar minha paternidade. Havia algo nos olhos, no modo de agir. Para ser sincera, por mais que eu odiasse isso, eu era muito parecida com ele. Felizmente, precisava me conhecer um pouco melhor para reparar nisso. A diferença básica entre nossa personalidade era que eu nunca achava que as pessoas eram inferiores a mim, independente de classe social. Provavelmente porque eu cresci vendo o que isso causava.

Meu pai se levantou, assim como a família em questão. Era um homem de meia idade, cabelos loiros começando a ficarem grisalhos, uma mulher baixa, não muito mais nova que o homem, de cabelos muito negros e também com sinais de que estão ficando brancos, e um rapaz, que não deveria ter completado 18 anos ainda, loiro demais, alto demais e magro demais. Todos ostentavam uma expressão de arrogância profunda, com ainda mais sentimento de superioridade que meu pai. Se vestiam exageradamente elegantes e me olhavam da cabeça aos pés, me fazendo querer sair correndo, montar no primeiro cavalo que aparecesse na minha frente e correr até o animal não agüentar mais.

–Sr. Allen, essa é minha filha. Tenho certeza de que ela tem um ótimo motivo para a demora. – Ele me lançou um olhar de advertência por trás dos outros três, e abaixei a cabeça.

–Perdoem-me, ocorreram imprevistos. – Ou, se preferirem, estava andando a cavalo fazendo o possível para chegar bem atrasada, e se o neto do cocheiro, que é muito mais interessante que vocês todos juntos, não tivesse passado mal, eu ainda estaria lá.

–Não há problema, estou certo de que foi necessário. – Disse o arrogante mais jovem, se aproximando e me cumprimentando educadamente. – Christopher Allen, prazer em conhece-la.

–Igualmente. – Mas se quiser se jogar na frente de uma carroça, fique à vontade.

Depois de ser formalmente apresentada aos outros dois, Robert e Christine Allen, me sentei em uma poltrona ao lado de meu pai, e, para minha felicidade, fui esquecida rápido. Pra ser mais exata, provavelmente fiquei invisível, pois a conversa tinha tomado um rumo bem mais interessante. A única exceção era Srª. Allen, que de tempos em tempos me olhava de cima em baixo, me deixando altamente desconfortável.

A conversa terminou quando o céu já escurecia, e dei graças a Deus quando educadamente me despedi. Meu pai parecia nas alturas de tão feliz, ao contrário de mim, que desfiz o sorriso falso assim que pude.

–Boas pessoas, não? – Puxou meu pai, bem humorado.

–Tem gente pior no mundo... – Respondi o mais amargamente que eu podia. Quem sabe ele não desse conta de que eu queria distância daquelas coisas que estavam na sala agora à pouco.

–Se não gostou deles, passe a gostar. Em pouco tempo conviverá bastante com todos. – O humor havia passado, e parecia que uma sombra tomara conta de sua expressão.

Não respondi, de cabeça baixa saí de perto, tentando ignorar o significado daquilo. Pensei em ir para o meu quarto, mas então me lembrei de Benjamin, e fui para o dormitório dos empregados. O lugar era composto por 5 quartos não muito grandes, com dois empregados cada. Quando cheguei ao corredor, encontrei Gwen se retirando.

–Gwen!

–Senhorita?

–Como está Ben?

–John saiu com ele, aquele louco, e não voltou até agora. Da última vez que o vi, a febre havia aumentado, mas não queria ninguém bajulando ele. Ele estava muito nervoso. Não sei o que John quer fazer com ele, seria muito mais seguro aqui. Parece que quer mata-lo, isso sim!

–Estranho... Obrigada Gwen, quando tiver mais notícias dele, por favor, me procure.

–Sim, senhora.

Ela saiu, e eu fui logo atrás, indo em direção ao meu quarto. Antes, ouvi uma discussão baixa no quarto ao lado do meu. Era a voz de minha mãe, provavelmente brigando por alguma coisa sem grande importância. Parei à porta, que não havia sido fechada, e vi o final da discussão. Minha irmã mais nova, na época com 8 anos, estava sentada na cama de cabeça baixa. Nós duas éramos muito parecidas, apesar dela ter os traços infantis que eu já havia começado a perder fazia certo tempo. Só que, para a sorte dela, ela tinha muito pouco do meu pai. Muito mais sensível e muito menos impulsiva do que eu era, ela seria exatamente o que uma família esperava de uma filha. Mas claro que nada era bom o suficiente para minha mãe, que parecia querer descontar um casamento infeliz em cima de nós. Durante toda a minha vida, desde que minha irmã nascera, fiz o possível para que ela não fosse vítima dos castigos que eu fui, mas nem sempre era possível. A única pessoa que eu realmente gostava naquela família era ela, provavelmente porque muito cedo fui obrigada a assumir certas responsabilidades, entre elas, tomar conta de Lizzie.

–Talvez, Elizabeth, da próxima vez, se você não fizer mais nenhuma coisa desagradável, possa participar do nosso jantar. Obrigado por me impedir de participar da reunião de sua irmã. Agora, se você me dá licença...

Ela saiu pela porta, praticamente me ignorando. Séculos à frente, ela poderia facilmente ser chamada de bipolar.

Entrei em silêncio no quarto, fechando a porta atrás de mim. Lizzie ainda estava na mesma posição, provavelmente se sentindo a pior criança do universo, porque era assim que eu me sentia na idade dela. Me sentei ao lado dela e a abracei, enquanto ela chorava. Beijei o alto de sua cabeça tentando conforta-la, mas sabia que ia demorar para ela voltar ao normal.

–Ei, calma, está tudo bem, eu to aqui. – Ela se aconchegou mais a mim e começou a controlar a respiração. – Me conta o que aconteceu.

–Eu... estava brincando distraída... acho que perdi a hora, não tenho certeza... aí a mamãe entrou gritando mandando eu me arrumar... quando eu estava terminando, ela começou a mandar eu parar e brigar...

–Tudo bem, passou, não é culpa sua. Você não perdeu nada. Fica calma.

Eu fiquei lá com ela, até que ela se acalmou e acabou cochilando. Cuidadosamente, a ajeitei na cama e a cobri, por fim apagando as velas e andando lentamente para a saída. Me dirigi ao meu quarto, preocupada com tudo que acontecia naquela casa. Benjamin doente, meu pai me arrumando um probleminha extra, e a perspectiva de deixar Lizzie sozinha naquela casa. Mal dormi durante a noite.

Na manhã seguinte, fui atrás de informações sobre meu amigo, mas só encontrei John, com os olhos fundos e uma aparência cansada. Ele me disse que Benjamin havia arrumado um emprego em um casarão em North Wales, que haviam passado cedo e ele já havia partido. Não acreditei a princípio, mas conforme ele não aparecia, cheguei a conclusão de que talvez tivesse partido mesmo. A única certeza que eu tinha é que um emprego em North Wales é que não era. Mas como John passou a arrumar um modo de escapar das minhas investidas, desisti de descobrir a verdade. Eu não tornaria a ver meu melhor amigo por um tempo.





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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sex Maio 18, 2012 11:52 am

Wow aposto que o ben era um lobo *-*
Ou só tava doente mesmo ¬¬

De qualquer jeito fico bom o capítulo ^^
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sex Maio 18, 2012 12:05 pm

1509, bons tempos em q tudo era calmo e a B&C ainda começava as reviews com AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH.

I don\\'t give a fu




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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sex Maio 18, 2012 7:49 pm

Ameeii postaa mais G!
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sex Maio 18, 2012 8:22 pm

noossa,o que é a B&C?? *siiim,difícil eu ñ entender uma piadinha,moçaaa U_U xDD*

e AAAAAAAAAAAAAAHHHH,shooooooooowww,G,amava essa fic tua,eu comecei a ler,maaas perdi o link depois e parei ^--^ mas siiiimmm,eu era um fãzinho fiel U_U *toda madrugada láaaaaa u.ú xDD*

eu ainda faço apariçõezinhas especiais?? ^--^ \0/ seeee não,trate de arranjar logo um personagem muuito carismático,moçaaa U_U xDD *zooaa
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sex Maio 18, 2012 9:08 pm

Os Viciadinhos aqui pedem mais G
!!!
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sab Maio 19, 2012 9:10 am

Ok gente, mais um então. Quero ver esse ânimo quando os capítulos começarem a ficar grandes. HSAUSHUASHUSA'
B&C é uma das gurias que liam lá no Nyah, mas parei de zuar com ela depois da Recomendação linds que ela me mandou. xDD
________

Londres - 1513

Quatro anos se passaram desde que eu vira Benjamin pela última vez. Eu tinha feito 19 anos a pouco tempo, e era um verdadeiro milagre que eu tivesse conseguido atrasar esse tempo todo o noivado com Christopher. Mas eu sabia que não conseguiria por muito mais tempo, e o baile daquela noite provavelmente seria o ponto final dos meus esforços. Afinal, meu pai não ia organizar um baile em uma época que, que duraria até o início da noite, além de ser difícil enxergar um palmo à frente, e o frio era quase insuportável. O dia amanheceu com o chão branco pela neve, mas meu humor estava mais feio do que o tempo. Mal falei com qualquer pessoa durante toda a manhã.

No início da tarde, me sentei com Lizzie em frente à lareira na sala de estar. Ela bordava distraidamente ao meu lado – bordado era uma das suas poucas diversões, agora que, com 12 anos, já não ligava para as bonecas – e eu apenas olhava o fogo à minha frente, desligada do mundo a minha volta.

–Preocupada com hoje à noite? – Perguntou Lizzie, ainda concentrada no bordado.

–Sempre estou.

–Papai não vai dar um baile por nada, você sabe disso.

–Eu sei. Espero que estejamos enganadas.

Ela ficou em silêncio um tempo, e eu também não disse nada. Até que ela respirou fundo e largou o bordado no colo.

–Se você for, eu vou ter que ficar sozinha com a mamãe e o papai.

–Você não vai se livrar de mim tão fácil. – Eu disse, sorrindo pela primeira vez naquele dia, mas a piada não surtiu efeito nenhum.

–Se você for, eu sou a próxima. Sozinha. – Ela virou o rosto como se olhasse algo do outro lado, mas eu sabia que ela estava tentando não chorar.

–Eles vão pegar menos pesado com você. É a mais nova.

–Você acredita mesmo nisso? – Disse com a voz embargada.

–Talvez. – Não, não acreditava. Depois de um tempo em silêncio, me aproximei dela e me sentei ao seu lado, no chão. – Se algo acontecer, eu vou estar a algumas casas de distância.

–Eu sei. – Ela disse, secando os olhos e se recompondo no exato momento em que Gwen entrou.

–Com licença. Srtª. Giuliet, alguém na porta quer vê-la.

–Quem?

–Ele quer fazer surpresa, sinto muito. – Por um momento eu quase perguntei pra quem ela trabalhava, mas talvez parecesse rude.

–Tudo bem, já estou indo. – Ela se retirou, e eu fui logo atrás.

Rapidamente cruzei a casa, imaginando se não seria o idiota do Christopher querendo fazer alguma gracinha. Ultimamente, ele estava bem criativo para gracinhas, o que, ao contrário do que ele achava, só me fazia achar ele um idiota maior ainda.

Já abri a porta fazendo a minha melhor cara de tédio, mas assim que a abri, ela mudou para perplexidade. Benjamin estava parado do outro lado, sorrindo como se eu tivesse visto ele de manhã. Sou obrigada a admitir que demorei um pouco para reconhece-lo. Estava tão alto que tive que olhar mais para o alto do que estava acostumada, e estava exageradamente musculoso, meio mal cuidado, com a barba por fazer e o cabelo nos ombros, bagunçado. E, quando o olhei nos olhos, eu podia jurar que vi algo... diferente por trás dos olhos negros.

–Oi.

–Oi? Você some por quatro anos e me aparece com um “oi”? Por onde esteve, que nem dar um “tchau” você foi capaz?

–Estou ótimo, Giuliet, já que você perguntou. E sim, também senti sua falta.

Bufei e saí do caminho para o gigante entrar, o que ele fez sem hesitar.

–Quando foi que você duplicou de tamanho?

–Uma pergunta de cada vez, certo?

–Tudo bem, porque você desapareceu?

–Bem, quando eu comecei a melhorar daquela gripe horrorosa, consegui um trabalho remunerado em Cornwall, e...

–Um momento, não era em North Wales?

–Ah, claro, porque era semestral.

–Semestral?

–É, eram duas fazendas do meu patrão, uma em Cornwall e outra em North Wales.

–Dois lugares estranhos para se ter uma fazenda. – Um era a beira do mar, cheio de pedras e água salgada, e outro tinha as maiores nevascas do país. Eram os últimos lugares que eu esperava achar uma fazenda.

–Pois é, por isso eu voltei, não deu certo.

Era tão óbvio que ele estava mentindo que me irritou, não precisava insultar a minha inteligência. Mas não era para eu saber, então resolvi deixar pra lá. Pelo menos ele havia voltado. Então percebi que ele usava roupas leves, fazendo contraste comigo, que estava totalmente cercada de panos e afins.

–Ben, você quer um casaco?

–Ah... não, obrigado, estou bem assim.

–Tem certeza?

–Claro, absoluta.

Dei de ombros e o levei até a sala. Nós dois conversamos com Lizzie durante um bom tempo, até que nós duas tivemos que sair para nos arrumar, e ele também foi. Ele parecia outra pessoa, por mais que agisse como antigamente. Pareceu mais velho, um pouco cansado e quando comentei Christopher e o quão inconveniente ele podia ser, e uma sombra se passou pelo rosto dele, senti medo.

Duas horas depois, estávamos no maior cômodo da casa, cumprimentando quem chegava. Era um salão enorme, prova de que minha família era megalomaníaca a gerações. Iluminada por vários candelabros bem distribuídos, uma enorme lareira provendo calor e alguns músicos em um canto. Tudo muito elegante para a época.

Cumprimentei pessoas que eu nunca vira antes, e provavelmente continuaria muito bem sem ver. Meu pai parecia ter convidado toda a elite londrina, um mais arrogante que o outro. Agora chegava Sophie, filha de um amigo do meu pai, que, contrariando todas as expectativas, era ótima pessoa. Uma das poucas amizades que eu realmente tive naquele tempo. Comecei a andar com ela pelo salão, mas não demorou muito para nos separarmos. Os Allen haviam acabado de chegar, e a última pessoa que eu queria ver se aproximou. Sophie achava que Christopher era uma espécie de “última cereja do bolo”, e eu vi o desgosto dela quando eu fechei a cara. Se ela quisesse, ela podia sair agarrada com ele quando bem entendesse, eu daria o maior apoio. Claro que isso não aconteceu.

–Boa noite, Giuliet.

–Olá.

–Noite fria, não? – A noite não ia ser a única coisa fria.

–Aham.

–Então... gostaria de dançar?

–Não, obrigada.

–Só uma música. Vamos, é um baile. Vai ficar aí a noite toda, parada?

–Eu estou satisfeita, obrigada a preocupação.

Me virei pronta para ignora-lo completamente e passar o resto da noite dividindo um canto escuro com uma planta qualquer. Só que ele pegou meu braço e não me deixou sair. Olhei para ele sentindo a raiva subir, e ele agora estava sério, e o olhar de superioridade havia crescido de tal forma que me assustara.

–Eu acho que você pode repensar.

Tentei soltar meu braço, mas ele era mais forte e estava começando a me machucar. Foi quando eu ouvi uma voz um pouco rouca por trás dele.

–Tudo bem por aqui? – Graças a Deus, era Benjamin. Seu estado físico estava um pouco melhor do que mais cedo, o cabelo arrumado e a barba feita.

Christopher se virou calmamente para ele, mas teve que olhar para cima. Me pareceu intimidado, mas não ia demonstrar isso.

–Ah, você é um dos empregados, né? Pode me trazer uma bebida?

–Não, ele não pode. – Eu me meti. – Ele não é um empregado, é um convidado pessoal da família. E é muito bem vindo aqui, ao contrário de certas pessoas.

–Se você puder soltar o braço dela, seria melhor.

Christopher estava vermelho de raiva. Algumas pessoas começaram a olhar para nós, e ele não teve opção, a não ser me largar e sair com passos pesados, para minha grande satisfação.

–Você está bem?

–Sim, bem melhor agora sem ele.

–O que ele queria?

–Dançar. Neguei, claro, não quero nem tocar nele. Aí ele ficou agressivo, e foi quando você chegou.

–Vem, vamos sair daqui.

Por esse ponto, o lugar estava cheio o suficiente para que ninguém prestasse atenção em nós. Fomos a um canto remoto, e Benjamin parou.

–O que foi?

–Vamos, me dá sua mão. Vamos dançar um pouco.

–O que?

–Dançar.

–Quer desafiar o Allen?

–Não, só quero dançar. Vamos, tenta se divertir.

Acabei aceitando. A música estava um pouco lenta, mas estava agradável. No momento em que toquei a mão dele, me assustei. Estava exageradamente quente, e pelo que me constava, ele deveria estar de cama se estivesse mesmo tão quente. Olhei pra ele assustada, e ele se fez de desentendido, enquanto me puxava para dançar.

–Ben, você está quente. Muito quente.

–Você que deve estar com frio. Estou bem, juro.

Acabei ficando em silêncio, enquanto me distraia. Eu me senti bem e pela primeira vez em anos podia dizer que me diverti. Até o frio parecia ter passado naquele momento, foi quando eu me dei conta do quanto meu “irmão mais velho” fazia falta. Meu momento de paz acabou quando a música parou, e meu pai chamou a atenção de todos. Depois pediu que eu me aproximasse, e depois Christopher, que tinha um estranho olhar de triunfo no olhar. O frio voltou todo assim que deixei Ben para trás, e parecia que a cada passo aumentava mais.

Quando alcancei meu pai, sabia o que ia acontecer, não era o primeiro baile do tipo que eu ia. Aquele era o momento do golpe final, do qual eu provavelmente não sairia vencedora. Ele pegou minha mão, mas fora isso me ignorava quase que completamente quando virou-se aos convidados.

–Bem, obrigada pela presença de todos. É uma noite muito importante para mim e para minha família. Hoje, senhores, foi selada a união entre minha família e uma família que eu prezo muito, os Allen. Por favor, senhor e senhora Allen, venham aqui também. – Ambos se aproximaram, com sorrisos no rosto. – Minha filha aceitou se casar com Christopher Allen! Já negociamos o dote, e está tudo pronto. Não há palavras para expressar meu orgulho!

É, e não haviam palavras para explicar a minha perplexidade. Consegui ficar só ali, parada, sem expressar emoção nenhuma. O que aconteceu em seguida eu não captei muito bem. Acho que fui obrigada a dançar com Chris, mas não tenho certeza disso. A próxima coisa que eu tenho absoluta certeza é de estar em um casaco mais pesado, que não era meu, e pelo peso deveria ser masculino, sentada na beira da escada. Como eu conseguia fazer isso cheia de roupas é um mistério.

Eu bebia uma caneca de leite quente. O frio agora beirava o insuportável, e a lareira não estava mais dando conta. As pessoas haviam ido embora, todas para o conforto de seus lares e suas lareiras quentes. Meu pai e minha mãe haviam desaparecido, mas não me importei com isso. No salão agora só tinha a sujeira da festa, alguns empregados, Lizzie encolhida perto da lareira, e mais no canto, Benjamin, sem casaco, já que o que estava em volta de mim deveria ser o dele.

Então me veio uma idéia, que acabaria com todos os meus problemas. Hoje em dia, eu sei que foi a coisa mais estúpida, suicida e negligente que eu já fiz, mas na hora, me pareceu genial. Claro, era a minha porta para a liberdade. Qualquer coisa era melhor do que a vida que minha mãe levava. Bem, naquele momento, era isso que eu achava.

–Lizzie, acho que está na hora de você ir dormir. – Eu havia lançado o código de “precisamos conversar”. Nessa época ela ficava no meu quarto, que tinha uma lareira(só dois tinham, o meu e o dos meus pais), então usei isso como desculpa para subir com ela, dando apenas um aceno de cabeça para Benjamin.

Quando passamos pelo corredor, ouvi a lareira dos meus pais. Ótimo, já deviam estar dormindo. Entrei no quarto com minha irmã e demorei um tempo acendendo a lareira, enquanto ela trocava de roupa. Depois mandei que ela se deitasse na minha cama, e não na cama improvisada que havia montada. Ela achou estranho, mas obedeceu, novamente, sentando recostada na cabeceira. Sentei na beirada da cama, sentindo minha garganta apertar.

–O que você quer me dizer?

–Lizzie... quando eu não estiver mais aqui, eu preciso que você saiba que... qualquer coisa que você precisar, é só gritar. E que... – Eu me dei conta que eu não fazia a menor idéia do que falar. – Você é a melhor pessoa nessa casa. Não deixa o papai acabar com você.

–Ainda tem o tempo de organizar todo o casamento, não precisa se despe...

–Por favor, vou ser breve. – Tirei o cordão de outro que eu usava, que havia ganho da minha avó quando nasci. Na frente, um desenho de uma ave, e atrás, meu nome abreviado, G. Collins. Coloquei em volta do pescoço dela, e recebi um olhar confuso.

–Giuliet, você está me assustando.

–Fica calma. Merece mais do que eu. Agora vá dormir, está tarde. – Ela se deitou, apaguei as velas e fingi trocar para roupa de dormir. Na verdade, estava pondo a roupa de cavalgada, bem mais confortável, só que mais fria. Peguei vários casacos e botei por cima do casaco de Benjamin, não ligando para o quão ridícula eu ficaria. Quando terminei, minha irmã já estava dormindo já fazia um tempo. Juntei mais umas poucas roupas em uma bolsa e pisando leve, parando na cozinha para pegar alguma comida e me certificando de que ninguém me via. Não havia ninguém a vista, então rumei para a porta, saindo na noite fria e nebulosa de Londres. Para onde eu iria? Não fazia idéia. Se ia sobreviver? Menos ainda. Peguei Night, meu cavalo, e saí galopando o mais rápido que podia para... não sabia para onde. Corri até sair chegar a uma região sem construções e ouvir um som estranho, como se houvesse algo correndo, algo de quatro patas. Apressei o cavalo, mas na rua mais à frente, na escuridão, me deparei com algo de duas patas. Freei o cavalo com tanta força pelo susto que ele chegou a empinar, mas precisava de mais do que isso para me derrubar.

–Benjamin, o que diabos você está fazendo aqui? – Perguntei, nervosa.

–Eu deveria perguntar o mesmo, não? Fugindo sem se despedir?

Eu não deveria ter cruzado com ele, só iria atrapalhar o meu plano.

–Droga, saia da minha frente!

–Não. Volte para casa imediatamente. Não é seguro aqui. – Então eu percebi que ele não era ele. Eu não podia enxerga-lo bem, mas a voz dizia tudo. Senti o mesmo medo que sentira mais cedo quando um olhar de raiva passou por seus olhos. Não parecia a mesma pessoa que eu dancei horas atrás.

–Desculpe, mas eu não estou voltando para casa.

–Não estou pedindo. Volta pra casa. Agora.

Ignorei ele e fiz o cavalo correr, desviando dele. Ouvi um grunhido de raiva e, quando olhei pra trás, ele havia desaparecido. Achei estranho, mas pensei que só não estivesse enxergando ele no escuro e continuei.

O frio apertou um pouco. Agora só havia a estrada de terra para fora de Londres e árvores dos dois lados. Só que quando eu achava que nada mais ia me impedir, o cavalo freou, quase me fazendo voar por cima dele, e começou a se debater e empinar. Eu me segurei o máximo que pude, mas acabei caindo por final. Apesar da noite estar clara, com a Lua iluminando, havia nevado mais cedo, e o chão estava molhado. O cavalo saiu correndo no caminho de volta, levando meus mantimentos juntos. Ótimo.

Me levantei, o frio da noite me enlaçando, e continuei o caminho a pé, não fazendo a menor idéia da distância que estaria a próxima cidade. Meu corpo estava cansado, e eu começava a ter uma idéia do que minha escolha havia causado a mim mesma. Foi com um sobressalto que ouvi uma respiração atrás de mim.

Me virei e gritei, dando vários passos para trás. Na minha frente havia um lobo, muito mais alto do que qualquer lobo que eu vi anteriormente. Ele parecia me olhar nos olhos, e o olhar parecia... muito humano, e até mesmo familiar. Ele se aproximou mais, e eu estava paralisada. Abaixou sua cabeça até ficar na minha altura, agora eu podia ver seus olhos claramente agora. Uma idéia estúpida me passou pela cabeça.

–Ben? – Eu falei com a voz muito baixa, me sentindo idiota. Mas ele... sorriu? Algo parecido com isso, e virou-se de lado, deitando-se e fazendo sinal para as costas. – Você quer que eu suba? – Ele acenou um sim com a cabeça, e, tendo a certeza de que eu havia enlouquecido, obedeci. Ele levantou e começou a correr para dentro da série de árvores. Me segurei no seu pêlo, e meu frio havia passado.

Com a corrida constante, o ritmo sempre igual, acabei adormecendo, dando conta do quão cansada eu realmente estava. Caí em um sono pesado.





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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sab Maio 19, 2012 9:32 am

*--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------*
Eu acertei ele era um lobo... se bem que isso era meio obvio uma vez que isso é um flashback ¬¬
Mesmo assim a história tá íncrivel ^^
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sab Maio 19, 2012 9:45 am

Rafa, vc n está nessa piada interna, deal with it u.u
B&C = fonte da minha alegria UASHAUSHAUSHAU

eu adoro esse cap, é a primeira aparição dos lobos e é perfeito <3




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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sab Maio 19, 2012 9:48 am

Eu adoro história de lobos...
Já que sou um né hahaha
Sou o lobo mais gostoso do RPG!
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Rafael D. Michelângelo
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sab Maio 19, 2012 1:25 pm

Fofinha agora não maais tão fofinha Miranda diz:

Rafa, vc n está nessa piada interna, deal with it u.u
B&C = fonte da minha alegria UASHAUSHAUSHAU

pessoinha irritaante U_U xDDD

e aaaaaaaaaaaaaahhhha,amoo esse epi tbm *--* ñ me lembro em qual eu parei,mas eu li uns 5,6 ^^
*e siiiiiimm,jovens ee inexperientes fãas,são enormes U_U nãao que eu queira assustar nem nada,maaass...xDDD *zoooaa
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sab Maio 19, 2012 2:16 pm

Valeu, povo. *--*
Rafa, se você leu 5 ou 6, você não viu eles ficarem enormes. HSUAHSUHAS'
Vou postar outro. xD A doce sensação de saber que posso dar capítulo quando bem entender...
Peguei mania de riscar as coisas, oh god...

____

Últimas Horas - 1513

Acordei com raios de Sol entrando nos meus olhos. Quando minha vista se acostumou, vi que eles vinham dos vãos entre as folhas de uma árvore. Sentei rápido, olhando ao redor. Estava no meio do nada, somando com o frio e a neblina típica da região. Respirei fundo e fechei os olhos.

–Certo. Eu estou sonhando, na verdade eu estou deitada na minha cama. Eu não fugi ainda, e principalmente, não subi nas costas de um lobo monstrengo e dormi em cima dele.
–O lobo não gostou do “monstrengo”.

Me levantei rápido e tentei me virar ao mesmo tempo, mas tropecei em qualquer coisa e caí sentada antes de conseguir ficar de pé. Era só Benjamin.

–Não faz isso de novo! – Exclamei, me pondo de pé. – Onde nós estamos?
–Em um lugar seguro o suficiente. O que deu em você para sair a noite a cavalo?
–Eu acho que eu sou quem menos deve explicações aqui! Como que eu fui raptada por um lobo e acordei com você?
–Você não teve problemas para descobrir a resposta ontem.
–Eu nem sei direito o que aconteceu ontem!
–Foi isso que aconteceu ontem. – Ele disse, depois de um momento de silêncio.

Foi rápido. Num instante, era o homem alto, no segundo, esse homem se curvou e era um lobo gigantesco. O mesmo da noite anterior, mas agora eu podia vê-lo claramente. Era quase totalmente negro, mas ao redor dos olhos e em todo o focinho havia uma mancha cinza escura. Dessa vez, apesar de ter sido bem mais medonho, não gritei, nem me assustei. Só fiquei encarando-o sem saber o que fazer ou falar. As pessoas normais sairiam correndo, mas eu nunca fui exatamente normal. E eu ainda nem sabia que isso ainda era só a ponta do iceberg.

–Acho que eu prefiro você bípede. Você podia virar um pássaro, seria mais interessante.

Os olhos do lobo reviraram, e ele se virou e sumiu na floresta. Voltou alguns minutos depois, humano e vestido. Devia ter trazido uma muda de roupa.
Ele se sentou aonde eu dormira, e me sentei ao seu lado. Não falei nada, deixei que ele começasse qualquer diálogo. Depois de um tempo, foi o que ele fez.

–Giuliet, eu não sou daqui. Eu sempre achei que fosse pelo menos de perto, mas não. Eu nasci no Novo Mundo, em uma região que nem sequer foi “descoberta” pelos ingleses. – Era estranho ouvi-lo falar “os ingleses”. – Eu sou filho de um cacique... um... líder de uma tribo. Minha mãe fugiu de lá quando eu tinha um ano de idade, junto com outro homem, por quem ela se apaixonara. Meu pai descobriu ouvindo os pensamentos do outro lobisomem, e...
–Espera um pouco! Ouvindo os pensamentos do outro?
–Eu vou chegar lá. Ele descobriu e, com medo de sua ira, os dois fugiram, atravessaram todo o território e chegaram ao litoral, em um mês. – Eu não conhecia a dimensão do território, então não achei pouco. – Ao chegarem lá, temendo que o cacique ainda assim os achasse, o homem embarcou com minha mãe e comigo escondido em um navio da esquadra inglesa, sem nem saber do que se tratava. Simplesmente viram a “grande canoa” e entraram. Minha mãe morreu logo no início da viagem. O homem aprendeu a falar inglês, e tentava não me fazer morrer de fome enquanto isso. Meses depois, quando a nau chegou, ele percebeu que eu não teria a menor chance de sobreviver enquanto estivesse com ele. Ele não entendia nada do que se passava ao redor, nada mesmo. O que aprendera no navio não fora o suficiente para quase nada. Então, depois de andar por vários lugares do país tentando achar um lugar pra ficar, ele me deixou em Londres, na porta da sua casa. John foi o primeiro a me achar, e ficou comigo. O resto da história você já conhece. – Imaginei toda a história, mas ainda faltava um ponto.
–Sim, mas e...
–Lobo? Bem, essa história é longa.

Ele me contou sobre uma lenda sobre uma tribo indígena que tinha poderes mágicos e que, projetando seus espíritos, podiam pedir emprestado os corpos de animais. Por uma traição, o líder da tribo fora obrigado a pedir o corpo de um lobo para salvar sua própria vida e, após realizar isso, seu espírito se fundiu com o do animal, fazendo-o meio lobo, meio humano. E seus descendentes herdaram o mesmo dom, tornando a tribo permanentemente mágica.

–Meu pai e esse homem eram lobos. Por isso atravessaram o território tão rápido, ele carregava minha mãe e a mim nas costas. Nós corremos a uma velocidade maior do que qualquer animal ou criação humana. Não sentimos frio, nossa temperatura corporal é muito mais alta do que o normal, temos nossos sentidos apurados. E se nunca pararmos de nos transformar, não envelhecemos. E tem um último detalhe. – Sua expressão se fechou drasticamente. – Os frios. Nossos inimigos naturais. Eles são as piores criaturas que existem. Sua aparência é humana e para os mais desavisados, são as pessoas mais bonitas que já se viu. Mas são sobrenaturalmente fortes, os sentidos altamente apurados, e só se alimentam de sangue humano. – Meu estômago revirou com a possibilidade. Lendas de vampiros não eram muito comuns naquela região naquele tempo, mas mesmo assim, a idéia foi aterrorizante. – Podem criar novos apenas com uma mordida, porque têm um veneno que, no sangue humano, transforma, e no de lobisomens... mata.
–Quando você disse que aqui era seguro...
–Existe um grupo em Londres. Por isso eu voltei. Eu tinha que mantê-los protegidos.

Senti um calafrio, me abracei os meus joelhos, me encolhendo. Tentei esvaziar a mente, pensando em outra coisa.

–Como você soube disso tudo?
–Naquela noite que você conheceu Christopher, eu virei lobo. É difícil se controlar, demorei quase doze horas para conseguir voltar ao estado normal. Avisei a John que iria buscar respostas e ele, que estava tão assustado quanto eu, me apoiou. Eu andei cada palmo da Inglaterra inteira em busca de respostas, já quase sabendo me controlar sozinho, quanto encontrei Nascha, o lobisomem que fugiu com a minha mãe. Ele trabalha em um casarão em Cornwall, e me contou tudo. Ele me ensinou a ser um lobo. Minha mãe se chamava Tiva, meu pai Yona. E agora o pior. – Um sorriso debochado surgiu em seus lábios. – Meu nome na verdade é Kendawe.
–Eu acho que prefiro Benjamin. – Eu disse, sem conseguir conter uma risada, que ele acompanhou.
–É, eu também. E muito. Difícil foi convencer Nascha disso. – Ele riu mais um pouco, e o clima ficou menos tenso. Não durou muito, ele se levantou e me puxou junto, me pondo para trás dele.
–Mas o que...
–Shh! Fica quieta.

Demorou um tempo até que eu visse. Eram três, dois homens e uma mulher. Eram, de longe, as pessoas mais bonitas que eu já havia visto. O primeiro homem, que vinha a frente, tinha os cabelos muito negros, em contraste com a pele exageradamente pálida. Não era muito alto, e andava tão graciosamente que parecia flutuar, o que se repetia em todos. O outro, um pouco mais atrás, tinha o cabelo castanho claro, também muito pálido, e mais alto do que o primeiro. A mulher era de causar inveja a qualquer outra. Os cabelos muito loiros caíam até metade das costas, e era pequena, de feições exageradamente delicadas. Mas todos esses detalhes eram facilmente ignorados perto de um em especial. Os olhos. Eram de um vermelho rubi intenso, e toda a calma que eu senti durante toda a história de Benjamin se foi. Senti o impulso de correr, de estar em qualquer lugar longe deles. Talvez fossem as expressões de nojo e raiva que continham ao olhar para Ben.

–Então, cachorro, perdido pela floresta? – Falou o da frente, com um sotaque que julguei ser francês, e arregalei os olhos. Sua voz era o som mais agradável que eu podia me lembrar. Senti Benjamin tremer na minha frente.
–Eu não tenho nada a te oferecer, sanguessuga, me deixe.

A mulher andou para o lado e me viu, o sarcasmo invadindo seu rosto.

–Veja Oliver, ele tem companhia. – O sotaque dela era estranho, não descobri de onde era.

O da frente, que devia ser Oliver, se esticou e, apesar das tentativas de Benjamin de me esconder, ele conseguiu me ver, e riu.

–Levando o cachorro para passear, mademoiselle?

Não respondi, apenas olhei para o chão, tomada pelo medo. Benjamin tremia muito na minha frente, e eu tinha certeza que tremia atrás.

–Deixe-me tira-la daqui, e então nós... conversamos.
–Não. Ela fica. Nadya, minha querida, por favor, pegue a garota.

Eu não consegui ver o que aconteceu em seguida. Nadya virou uma borra branca e Benjamin estourou em um lobisomem de novo, e agora ela havia ficado visível. Ele rosnava para ela, mas ainda prestava atenção nos outros dois. O único que não parecia estar achando graça da situação era o outro vampiro, até então em silêncio, sem se mover. Não parecia querer se envolver, e seu rosto estava sério.

–Ora, ele ficou nervoso. Sabe, cachorro, eu ia mata-la, mas acho que eu tenho uma idéia melhor, se é que você me entende.

Benjamin rosnou muito alto, e avançou para Oliver. Mais uma vez, perdi a noção dos acontecimentos, dando conta de mim quando estava presa nos braços da vampira. A sensação era de estar envolta em ferro, e mesmo me debatendo para me soltar, mal conseguia me mexer, mesmo ela sendo mais baixa do que eu. Benjamin lutava com os outros dois ao mesmo tempo, mas Oliver parecia mais concentrado do que o outro. Mas contra dois, o lobo não tinha a menor chance, e não demorou para ser dominado. Oliver o segurava no chão pelo pescoço, impedindo que ele mordesse, e fez um sinal com a cabeça para o outro que, relutante, começou aplicar ataques em várias partes do corpo, aparentemente quebrando-o, e arrancando gritos que me fizeram estremecer. Não consegui me conter por muito tempo.

–Parem com isso! – Me ignoraram, concentrados no trabalho. – Por favor! Ele não fez nada e...
–Quieta! – Gritou a mulher atrás de mim.

Os gritos cessaram, Benjamin agora gemia e estremecia. Oliver o soltou, ainda vigilante, mas ele não ofereceu resistência a nada. Seu corpo estava desfigurado, acho que ele nem era capaz de se mexer. O sorriso de satisfação no rosto do vampiro chegava a ser assustador. Nada que tivesse um grão de bondade seria capaz de fazer o que fez e ainda sorrir, feliz. Se virou para o outro, que não sorria.

–Você sabe aonde deve leva-lo. Nadya, ajude-o, eu cuido da garota.

Ela me largou e Oliver se aproximou de mim. Eu estava desesperada, mal conseguia me mexer, mas fiz algo inesperado. Quando ele estava perto o suficiente, mirei um soco no seu rosto. Obviamente não deu certo, ele desviou sem que eu nem conseguisse ver e eu logo estava presa de novo.

–Olha, talvez você não seja uma inútil quando estiver pronta. – Não entendi o que ele quis dizer com pronta. A última coisa que eu vi foi Benjamin nos braços do vampiro sério, em estado humano, inconsciente, até ser levada para o interior da mata.

___________________________________________

A garrafa de sangue já acabava no final da história, e eu não deixava de encarar a janela.

–Depois disso, fui transformada e, bem, não é relevante. Nunca mais vi nenhum lobo, achei que estivessem em extinção. Me enganei.

Ela me encarava em silêncio, como havia feito o tempo todo. Depois de um tempo, ela deu de ombros.

–Minha vida humana foi tão chata. O mais perigoso que eu conheci foi minha tia-avó perto de uma tesoura. – Ela disse rindo, e acabei rindo junto. – Entendo seu ponto de vista, não iremos criar guerra.
–A não ser que eles mereçam. Nem todo vampiro é ruim, e eu só conheci um lobo para poder julgar uma espécie inteira. Eu só não consegui mata-los, como eu deveria ter feito. Vamos ver como as coisas se desenrolam.





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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sab Maio 19, 2012 2:40 pm

Muito bom continua logo
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Mônica Fox Mitchell
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Sab Maio 19, 2012 3:20 pm

Oh my god puking rainbows

Fiquei viciada nessa fic , continua logo!!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Seg Maio 21, 2012 12:30 pm

Desentendimento

Quinze dias se passaram desde o encontro na floresta, e nem sinal dos lobos. Depois de uma passada em Seattle – próxima a Forks e nosso ponto de caçada por ter mais bandidos prontos para serem drenados – para uma caçada, fui ao centro. Precisava arrumar alguma forma de ter uma renda, para explicar a fortuna que movimentávamos. Desde que inventaram as lentes de contato coloridas, ficou muito fácil.

Era um dia chuvoso, perfeito para andar entre os humanos. Depois de uma conversa em uma imobiliária, fui levada a vários pontos da cidade. Precisava de um espaço amplo e em um lugar bem no centro da cidade. Eu não sabia exatamente o que ia fazer, mas encontrando um lugar com essas descrições, ficava mais fácil.

No quinto ponto que paramos, achamos algo parecido com o que eu queria.

–Esse aqui está desocupado já faz um tempo. – O corretor começou. – Tem um espaço grande aqui na frente – grande era eufemismo, era enorme – e atrás há um pequeno escritório. Há também um porão, caso queira guardar qualquer coisa. E posso fazer com um preço mais camarada.

Comecei a andar pelo local, analisando. Não havia ruído de ratos, vazamentos nos canos, nem nada parecido. Também não havia cheiro me mofo. Só havia umas aranhas, que poderiam ser retiradas com uma simples faxina. Claro que, com vampiros freqüentando, elas não tornariam a aparecer. Estava um pouco mal cuidado, a pintura acabada, mas iria passar por uma reforma de qualquer jeito, e se eu demorasse muito para despachar o corretor, ele ia acabar me convidando para tomar um café ou algo do tipo pela terceira vez. Por isso que normalmente eram os homens que cuidavam dessas coisas, apesar de nos tempos atuais, isso não fazer mais tanta diferença.

–Esse lugar é perfeito. Por mim, negócio fechado.

–Bem, tem mais uns três lugares parecidos com esse na cidade, se quiser dar uma olhada...

–Não, esse está bom. Gostei da localização.

–Tem certeza? Eu não me incomodo em mostrar. – É, eu sei que não.

–Esse está bom. – Minha voz saiu sutilmente mais ameaçadora, mas, mesmo que inconscientemente, já foi o suficiente para fazer o homem engolir em seco.

–Ah, sim, claro. Bem, você pode me entregar o cheque amanhã, quando for assinar os papéis. Só estarão prontos amanhã.

–Claro, como preferir.

Saímos do local e ele, após trancar o estabelecimento e me prometer que estaria tudo pronto no dia seguinte, saiu em seu carro, enquanto eu fiquei no local avaliando os arredores. Uma avenida comercial, com uma lanchonete na frente, que estava fechada no momento. Atravessei a rua para analisar o lugar do outro lado da rua quando senti o mesmo cheiro repugnante que senti naquele dia, na floresta. Olhei para os lados e nada. Ouvi a lanchonete atrás de mim começar a abrir para o movimento, mas ignorei. Os rastros eram frescos, não deveriam ter muito mais de dez minutos. Me dei conta que as portas da lanchonete haviam começado a se abrir, mas uma delas parou no meio.

Quando me virei, ficou claro o motivo. Na entrada, com meia porta aberta, havia uma garota parada, com a porta entreaberta. Era alta, mas não muito, pele apenas um pouco morena, cabelos e olhos castanhos claros. Minha suspeita de quem era foi confirmada pelo forte odor que vinha de dentro do lugar e pelo olhar de raiva que ela tinha, o mesmo daquele dia, parecia ser a líder do grupo. Meu primeiro sentimento foi de decepção, eu esperava uma mulher com aparência de índia americana, alguém que eu pudesse realmente acreditar que virava um lobo nas horas vagas, e não a próxima cantora adolescente da Disney. Quantos anos ela tinha, 16?

Depois eu me dei conta, através da vitrine, que haviam outros três me encarando. Eram diferentes, mas de alguma forma, parecidos. A outra garota era menor um pouco, da minha altura, a pele morena avermelhada e os cabelos castanhos escuros. Tinha a aparência ainda mais jovem, não passando de 15. Haviam outros dois bem parecidos, muito altos, morenos como a menina, e qualquer um diria que tomavam bomba. Se eu não tivesse conhecido um que fosse exatamente assim em uma época que bomba não existia nem no sentido literal, também acreditaria nisso. Um parecia estar na faixa dos 18, e outro estava perto disso. Todos demonstravam todo o seu afeto para com a minha espécie tremendo como se tivessem Parkinson. Uma coisa linda de se ver.

–O que... você... está fazendo aqui? – Falou a cantora da Disney, aparentemente tentando se controlar para falar.

–Bom dia para você também.

–O que você está fazendo aqui?

–Bem, é o centro da cidade. As pessoas vem aqui para comprar, encontrar outras pessoas, comer, essas coisas.

–Você não se encaixa bem no grupo “pessoas”. E é bom que não tenha vindo até aqui pra comer.

Ela estava realmente começando a me irritar. Não sabia se era realmente ela ou o odor dos amiguinhos dela, mas eu senti raiva novamente. Mas por fora, continuei calma.

–Não, mas não é da conta de vocês o que eu faço ou deixo de fazer. A não ser, é claro, que você queira recomendar algum pedreiro para a reforma dali da frente.

Ela saiu batendo a porta e se aproximou de mim, possessa. Alguns humanos começaram a olhar curiosos, sorte não haver muito movimento no momento. As chances daquilo terminar em violência eram altas.

O sentimento de raiva cresceu quando ela estava apenas a um metro de distância. Precisei de quase todo o autocontrole de séculos para não ataca-la ali mesmo.

–Olha aqui, sanguessuga, nada impede de te atacar aqui mesmo.

–Acho que impede sim. Ia chocar um pouco as pessoas se você virasse um lobo aqui. Sabe, meu segredo ia estar protegido, mas acho que você teria problemas depois.

–Não importa, estamos te dando a chance de sair daqui enquanto pode.

Fiquei dividida entre rir ou joga-la contra a parede e acabar com o problema manualmente.

–Me dando a chance? Se eu ainda sei contar, vocês estão em desvantagem numérica. Além do mais, eu já lutei em mais batalhas do que posso contar e... alguma vez algum de vocês matou um vampiro? Sozinho, pelo menos? Me poupe, quando vocês nasceram eu já tinha mais batalhas na conta do que roupas no armário. – Respirei fundo, me arrependendo disso logo depois. – Nós não precisamos lutar, já disse isso. Você fica com seus cachorros na casinha e eu fico com o meu clã. Simples assim.

Agora ela tremia tanto que eu realmente achava que ela não ia durar muito na carcaça humana. Virei as costas e saí andando, deixando-os para trás. Quando quase virava a esquina, ouvi as portas se trancarem novamente. A caçada começava. Mas dessa vez, eu era a caça.

Quando cheguei em um ponto sem pessoas, comecei a correr realmente rápido. Cada vampiro tinha suas características pessoais além das impostas pela espécie. A minha era a velocidade. E eu esperava que isso bastasse para me afastar dos lobos.

Não demorou muito para eu ouvir os passos atrás de mim, apesar de distantes. Eram mais rápidos do que eu previra, então corri o mais rápido que eu podia. Agora nenhum humano seria capaz de me enxergar. Ouvi eles ficarem distantes, mas me esqueci de um detalhe: eles conheciam o território.

Dois deles surgiram na frente, me fazendo frear e mudar de direção rápido, indo na diagonal. Eles devem ter usado um atalho qualquer pra chegar a frente, não sei, mas chegaram. O preto pulou na minha direção e, me abaixando, senti ele passar milímetros acima. Nesse meio tempo, os outros dois já haviam chegado. Enquanto corria, um deles conseguiu alcançar meu ombro com a pata e me empurrar para trás. Desequilibrei, mas rolando consegui me por de pé novamente. Só que agora estava no centro deles, cercada. Perfeito.

–Só eu acho isso patético? Se eu quisesse lutar com vocês, já estariam mortos. – Ou não, mas blefe costuma funcionar. – Ah, me poupem.

Andei na direção que estava antes indo antes, mas meu caminho foi bloqueado pela Alfa.

–Com licença. Não me obrigue a chamar a carrocinha. Se vocês não prezam pela civilização, o problema não é meu.

Eu esperava que uma hora eles lutassem de verdade, mas acho que subestimei um pouco. Ela pulou de onde estava direto na minha direção, mas consegui desviar a tempo. Infelizmente, a minha blusa não teve a mesma sorte e foi rasgada nas costas, exatamente a marca das unhas. Perfeito também.

Agora todos avançaram ao mesmo tempo. O primeiro que apareceu me obrigou a saltar, fazendo-o passar direto. O segundo abaixei e o empurrei para trás pela barriga. Vale comentar que eles são bem pesadinhos também. Quando o terceiro quase me desequilibrou dando uma rasteira, e pensei ter conseguido passar da primeira rodada, mas a segunda já havia começado. Mal firmei o pé, fui jogada para trás, caindo de costas, com patas pressionando o meu ombro. Era a atriz da Disney, claro, a mais irritante.

–Nada mal para quem está limitado a quatro patas. Agora, antes que eu seja obrigada a lutar de verdade com vocês, me solta.

Nem preciso citar que ela não me largou. Agora eu tinha duas opções: começar a lutar com algum intuito de machucar ou apaga-los. Por mais que meu corpo implorasse pela carnificina, e 500 anos de experiência estarem deixando de serem suficientes para me controlar, eu optei pela segunda. O mais rápido que eu pude, apaguei todos os lobos, saindo de debaixo dela antes que ela caísse. Me levantei, limpando a poeira da roupa arruinada. Olhei uma última vez para os lobos caídos, revirando os olhos.

–Vira-latas idiotas. Não durariam um mês se achassem um vampiro que quisesse mata-los. – Falei, mesmo sabendo que eles não poderiam me ouvir.

Voltei a correr na direção de casa, esperando ter uma boa dianteira antes de poder libera-los. Assim que fiz, senti um mau pressentimento. E se alguma coisa havia realmente me mantido viva durante todos esses anos, essa coisa era esse pressentimento, praticamente um sexto sentido. Me odiando muito, voltei. O que eu esperava encontrar? Uma festinha e os lobos esperando com champagne na mão? Quando estava à uns cinco quilômetros do local, ouvi uns sons realmente estranhos. Luta. A não ser que eles estivessem enlouquecido de vez e estivessem lutando uns contra os outros, não haveria motivos para isso. Demorou um pouco para que eu chegasse ao rastro. Vampiros, uns três, naquela direção. O cheiro era desconhecido, mas eu bem que podia imaginar o que faziam ali. Nos acharam em cinco meses, novo recorde.

Corri o resto do caminho, chegando a tempo de ver a batalha. Ainda não havia morrido ninguém, mas os lobos estavam com certa dificuldade. Os três vampiros eram bons, não muito, mas eram e, ao contrário de mim, queriam realmente ferir. Um deles estava dominado por dois lobos, vi quando um saiu arrancando o braços dele. O outro estava em uma luta mais ou menos equilibrada com o lobo preto, se desse sorte, iria vencer em breve. Eu vi o problema na atriz da Disney. Aquele vampiro era realmente habilidoso, daria um bom trabalho a qualquer vampiro. Só que quando se é obrigado a estar em quatro patas e não podendo ser mordido, acho que isso se complica. Em um segundo eu já estava do outro lado do lugar, saltando por cima do vampiro mais habilidoso milésimos antes dele dar uma mordida. Ele nem sequer me viu e segurando seu ombro e girando o pescoço, separei a cabeça do corpo, incapacitando. Quando não se tem muita força, elemento surpresa e conhecimento de anatomia costumam resolver o problema. Separando o corpo, peguei um isqueiro no bolso, acendi e larguei por cima dos pedaços, que pegaram fogo no mesmo momento, fazendo uma fumaça arroxeada subir e um cheiro incômodo pairar no ar. Apenas a cabeça ficou do lado de fora. Os outros vampiros já haviam perdido a luta, e o último deles já estava sendo partido quando me virei. Ajudei os lobos a catarem os pedaços, em um momento que, por sorte, esqueceram que queriam me matar meia hora atrás. Depois, me virei para a cabeça, que se contorcia de dor.

–Vou ser bem direta . Vou fazer perguntas, se a resposta for sim, você vai piscar uma vez, se não, vai piscar duas. Entendeu? – A cabeça piscou uma vez. – Você está aqui para nos atacar? – Uma vez novamente. – Está a mando de alguém? – Ele hesitou demais antes de piscar duas vezes. – Eu não mentiria se fosse você. Está a mando de alguém? – Ele piscou duas vezes de novo. – Sim, claro, então você veio até aqui com mais dois querendo vencer seis por livre e espontânea vontade? – Ele piscou uma vez, e revirei os olhos. Patético. – Boa noite, então.

Arremessei a cabeça no fogo, eliminando de vez o grupo suicida. A lista de pessoas que poderiam ter mandado eles era um pouco grande, mas era um idiota. Óbvio que eles não voltariam. Ou talvez fosse esse o objetivo. Cansei de lutar contra vampiros enviados em missão suicida. Nunca é bom fazer inimizade com um líder vingativo.

Ouvi os lobos andando atrás de mim e virei, totalmente indisposta para outra luta.

–Acho que chega por hoje. Vocês já arrancaram membros o suficiente para um dia.

Três deles me ignoraram e se posicionaram para lutar, mas pararam, como se algo os impedisse. Eles olharam para trás, confusos, e receberam um olhar significativo da líder deles. Ela olhou para mim uns instantes e se virou, indo embora, assim como os outros, que me deixaram lá. Acho que isso era uma trégua. Pelo menos por enquanto.





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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Seg Maio 21, 2012 1:11 pm

esses são minusculos se comparados aos do fim :dgaf:

mas são fodas, obviamente. to amando reler <3




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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Seg Maio 21, 2012 1:24 pm

A melhor fic que eu já li,Alguém podia fazer uma fic só de romance e vampiro,sem muito terror!
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Ter Maio 22, 2012 1:38 pm

LOL não sei porque mais rachei quando chamou ela de Cantora da disney shuasuhaush'
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Qua Maio 23, 2012 12:27 pm

Valeu gente, mesmo. xD
Aí outro. \o

___

Tratado

Foi uma noite agitada tentando convencer meu clã de que eles não deveriam partir para o ataque. Eles levaram muito para o lado pessoal. Para mim, não fazia diferença nenhuma, fora o fato de eu gostar daquela blusa. Eles quase que ignoraram o fato de eu ter lutado com três vampiros, fora a parte que eu ajudei os lobos a vencerem. Essa eles lembraram muito bem.

–O quê? Você é quase morta por eles e ainda ajuda? Devia ter deixado os vampiros fincarem as mandíbulas deles no coro daqueles animais! – Matt era tão estressado de vez em quando que eu tenho vontade de apaga-lo e só lembrar dele um mês depois.

–Ei! Quase morta não, não exagera. E é claro, eles estavam atrás de nós, só adiantei o serviço.

–Só porque você teve um “irmão” que virou lobisomem não quer dizer que esses sejam legais também. Só lembrando que você era humana quando aquilo tudo aconteceu. – Gabi estava calma, contrastando com Matt, que andava de um lado para o outro.

–Eu não estou obrigando vocês a andarem de mãos dadas com eles. É só não sair por aí procurando uma guerra territorial, simples. Vocês são tão incapazes de derramar sangue assim?

E assim foi durante alguns dias, até que eles perceberem que eu não iria permitir o que eles queriam. Acho que acabaram se acostumando com a idéia, não insistiram mais.

Quanto aos lobos, agora era uma situação estranha. Existem certas coisas que é impossível fazer junto sem ao menos se respeitar um pouco depois. E lutar contra vampiros estava perto do topo da lista. Estávamos fazendo um favor a nós mesmos: cada um fingindo que o outro não existia. Mesmo quando comecei a ir com freqüência na reforma da loja no centro da cidade, era como se não nos víssemos. Eles ficavam lá dentro, quando estavam todos lá, e eu ficava na obra. Aliás, essa obra era algo meio que inovador para o que costumava a fazer. Dessa vez, iríamos abrir uma Discoteca. Eu não era muito fã da música moderna, mas combinava muito bem com o lugar. Um pouco de ironia nos fez escolher um tema mais obscuro, portanto o nome seria Dark Dance. Considerando que a cidade não havia nenhum ponto de dança noturna, ou, como chamam hoje em dia, nenhuma balada, havia grandes chances de o negócio dar certo.

Porém, eu não sabia o quanto a calmaria demoraria. Durante um mês, bolei uma forma de acabar com qualquer chance de guerra, luta, ou qualquer situação de constrangimento. Pelo que eu havia pesquisado, eles viviam em uma reserva indígena a uns poucos quilômetros de Forks. Tribo Quileute, pela placa. A população se concentra principalmente em uma comunidade pequena, chamada La Push. E o mais longe que eu consegui chegar era que eles tinham uma espécie de governo próprio, um conselho tribal. E eu podia imaginar perfeitamente como que era esse conselho. Eu só não conseguia imaginar muito bem pessoas de 16 anos participando do conselho de qualquer coisa além do grêmio escolar.

E nós vivíamos exatamente do lado contrário, que dava acesso por uma estradinha de terra batida que saída da estrada, também isolado. Estávamos situados em dois pólos afastados, então era fácil resolver esse problema. Nesse dia, fui para a cidade com meu Corvette Z06, da Chevrolet. Eu tinha milhares de precauções com discrição, mas uma espécie de vício eram os carros esportivos de luxo. Eu podia passar horas limpando e cuidando dos carros que eu tinha, de tempos em tempos trocando. Estava para nascer o homem que me ganhasse discutindo mecânica.

Encostei na porta da lanchonete e buzinei. Repeti a buzina até que um bombado veio para o lado de fora, e eu abaixei o vidro. Ele me olhou com a sobrancelha levantada.

–Posso falar com a sua amiga? – Quando ele ficou parado no lugar, eu revirei os olhos. – Por favor?

–O que você quer? – Ele perguntou, a voz rouca.

–Falar com ela, já disse.

–Deixa que eu resolvo, Rafa. – Ouvi a voz atrás dele, meio impaciente, e ele saiu do caminho. Andou até metade da calçada e parou. – O que você quer?

–Precisamos conversar. Vai demorar. Seus... – Devo dizer filhotes? – amigos podem vir no carro de trás.

Ela ficou um tempo me encarando como se esperasse uma pegadinha. Era tão estranho eu convidar um lobisomem que tentou me matar uma vez para conversar em um carro de luxo? Tá, não responde.

–De jeito nenhum eu vou entrar aí.

–Você não acha que se eu quisesse fazer alguma coisa com você, eu acho que não me daria ao trabalho de ficar um mês pensando em um acordo que servisse para ambos os lados.

Ela pensou, olhou para o pessoal da lanchonete, olhou para o carro, para o pessoal de novo, e eu já estava quase revirando os olhos quando ela aproximou do carro, abriu a porta e entrou. Ah, meu estofado cheiroso e limpinho...

Depois de arrancar com o carro e andar devagar, comecei a falar. O desconforto de ambas as partes era tão óbvio que causava ainda mais desconforto.

–Bem, eu não quis falar com você para passear pela cidade. Eu realmente tenho uma proposta para te fazer, mas antes acho que você precisa entender algumas coisas.

–Estar dentro de um carro com um vampiro só pode ter esse objetivo. – Apesar das palavras não muito delicadas, a voz parecia controlada. Bom sinal.

–É nisso que eu quero chegar. A visão de vocês é que nós somos seres sem sentimentos que matamos por prazer e devemos ser eliminados, certo?

–Isso chega perto. Não me diga que vocês são bonzinhos e que isso é preconceito porque não é! Vocês matam pessoas para viver, não é algo muito bom.

–Eu não disse que nós éramos “bonzinhos”. – Pensei um pouco antes de continuar. – Por mais que vocês ignorem isso, um dia, todos nós fomos humanos. Nós tivemos uma família, amigos, uma vida. E isso foi tirado de cada um de nós tão brutalmente e inesperadamente que quando percebemos, já estamos correndo atrás de sangue. É de se esperar que alguns de nós queiram seguir um caminho mais frio. – Algumas lembranças vieram à minha cabeça antes de eu terminar. – Dói menos.

–Isso poderia ser resolvido. Por que não caçar animais? Não mataria humanos. – Eu suspirei, esquecendo de que iria me arrepender disso.

–Aqui vai uma situação hipotética. Digamos que você esteja andando a três dias no deserto, sem nem ver sinal de água. Então, você vê dois copos. Um com água gelada e refrescante, que mataria a sua sede tranqüilamente. O outro tem uma água quente e ruim, que só aliviaria sua sede por instantes. Porém, se você beber o copo de água gelada, alguém morre. Qual a sua escolha?

–Eu não ia viver com a idéia de que alguém morreu por minha causa. Escolheria o outro, com água ruim.

–Então nunca sentiu sede de verdade. – Certo, eu estava fazendo isso da maneira mais estranha o possível. Aliás, eu tinha um histórico meio grande de coisas estranhas que deram certo, esperava que esse entrasse na lista. Continuei depois de um silêncio tenso. – Comparado a outros clãs, não somos tão ruins assim. Nós tentamos controlar o resto. Sorte sua não ter visto o mundo como era antes de nós.

–Claro, a existência de seis vampiros mudou tudo, com certeza. – Por que todo desinformado lança um sarcasmo desse tipo?

–Somos o clã dominante. Regramos cada vampiro lá fora. Somos tipo... – eu odiava falar isso – uma família real. Só que sem a frescura de títulos, castelos e isso tudo. Na verdade, era assim antes de nós, acabamos com isso. O antigo governante estava no poder durante os períodos mais negros da humanidade. Sabe a peste negra? Foi uma das doenças mais devastadoras da história humana, e vocês nem sequer sabem que na maioria dos casos eram ataques de vampiros que espancavam as vítimas para recriarem as manchas perfeitamente para disfarçar os ataques. Isso é só um exemplo do que nossa espécie fazia antigamente. As regras eram muitas e ineficazes, sem fiscalização, e o mundo era um inferno. Hoje em dia, a maior preocupação humana é a temperatura do planeta.

Ela ficou em silêncio esse tempo todo, e o silêncio se estendeu mais um tempo. Eu havia acabado o discurso de “podia ser pior” sem ter a menor idéia se tinha funcionado.

–O que você quer? – Ela falou, por fim.

–É simples. Eu entendo a importância dessa terra para vocês. E também entendo que é muito difícil conviver com a gente, vai contra a própria natureza de vocês. Porém, agora é meio tarde para irmos simplesmente embora. Já nos acharam. Então, quero fazer um acordo provisório. Vocês vivem na reserva, e a gente do outro lado. Então, para que todo mundo passe a noite tranqüilo, nem nós podemos entrar na reserva, nem vocês podem passar de três quilômetros para lá de Forks, que seria uma área neutra. Assim, cada um fica em seu devido lugar, sem que haja chance de se encontrar. E também não podemos nos atacar, claro, senão não serviria para nada o acordo.

–Esse seu “nós” se aplica a quem?

–O clã. Não posso me responsabilizar por uma espécie inteira.

–E se alguém desrespeitar o acordo?

–Aí é guerra. Na hora.

–E se eu disser “não”? – Mais um pouco de silêncio tenso.

–Bem, aí eu vou refazer os termos do acordo até que todo mundo fique feliz.

–Por que vocês simplesmente não lutam conosco? – Cheguei a apertar um pouco demais o volante depois dessa. Estávamos dando uma volta na cidade, não indo para o Texas de carro para eu responder isso pacientemente.

–Aceita ou não aceita?

Ela olhou pela janela, talvez procurando um ar mais fresco sem cheiro de vampiro para respirar. Se eles fediam para nós, era bem provável que o contrário também acontecesse.

–Eu gostaria de adicionar uma coisa nisso.

–O que?

–Se alguém em Forks for morto por um de vocês, vamos ignorar o tratado. E vamos atrás de vocês. Também não vão poder transformar ninguém daqui. – Eu já esperava por algo assim.

–Por mim tudo bem. Nunca usamos ninguém daqui, de qualquer forma.

–Você me tirou de lá sozinha para falar isso? Dava para ter sido lá.

–Acredite, não dava. É mais difícil fazer acordos quando seu séqüito está te julgando enquanto você pensa. Lembre-se que eu também estou sozinha. Então, tratado fechado?

Estendi a mão em um movimento tão comum para mim que não pensei que fosse parecer estranho. Do onde eu vinha uma promessa selada com aperto de mão era mais válido do que qualquer papel escrito. Só que eu me esqueço que os tempos mudam. Ela ficou um tempo hesitando, meio que tremendo daquele jeito estranho deles, olhando para mão e depois para mim e, quando eu já estava quase convencida de que deveria abaixar, ela apertou. Se a temperatura deles já era absurdamente alta quando eu era humana, agora me parecia uma pessoa que acabou de sair de uma panela de pressão. O sentimento de raiva voltou todo sem motivo nenhum, eu estava desafiando meu corpo novamente Tirei a minha rápido, incomodada. Mas, pelo menos pela minha parte, havia um acordo.

–A propósito, prazer, Giuliet Volturi. – Eu disse me lembrando que não sabia o nome de nenhum deles ainda enquanto encostava o carro na frente da lanchonete de novo.

–Camily Clearwater. – Ela disse enquanto saía do carro, impaciente.

–Temos um acordo, lembre-se.

Ela não respondeu, e entrou na lanchonete. Ouvi os outros começarem a falar ao mesmo tempo, mas saí antes do desfecho. Eu tinha meu próprio “outros” para falar ao mesmo tempo.

Abri as janelas, deixando o rastro de lobisomem sair do carro. Aquilo tinha sido estranho. Muito estranho. Mas pelo menos não havia mais uma guerra nos esperando a qualquer momento.

Guardei o carro na garagem, deixando os vidros abertos e saindo de perto. Estavam quase todos na sala quando entrei. Tentei subir sem que eles me notassem direto para o chuveiro, mas não deu.

–Que cheiro é esse? – Perguntou Kronus. Ele era o melhor rastreador do grupo, era sua habilidade. – Não me diga que eles te atacaram de novo!

–Não, pelo contrário. – Disse, parada no meio da escada. – Eu procurei eles. Nós temos um Tratado agora, como eu já ia explicar a vocês assim que botasse minhas roupas para lavar e tomasse um banho.

Continuei meu caminho, entrei no chuveiro e botei minha roupa sozinha para lavar, com a máquina programada para “lavagem pesada”. Me chame de exagerada o quanto quiser, mas eu teria problemas para me adaptar com eles. Eu tinha quase perdido o controle no carro com um simples aperto de mão, e isso era perigoso. Cheirando descentemente de novo, desci e expliquei exatamente como era o Tratado e até aonde deveríamos ir. Para minha surpresa, não discutiram. Não muito. Matt não ficou feliz em ter os movimentos limitados. Droga, ele tinha o resto do mundo para andar se quisesse, só não gostou por implicância. Se eu tinha algum preconceito, ele tinha elevado ao cubo. Entendo que é difícil estar perto do seu inimigo natural, mas é muito melhor do que ir para uma batalha com um inimigo totalmente desconhecido sem saber se volta no dia seguinte. E ele não é exatamente o tipo de vampiro que não se importaria com não voltar.

–Você recebeu uma carta. – Comentou Anne, depois de todos os pontos serem esclarecidos.

–Carta? Ninguém sabe nosso endereço.

–Alguém descobriu. Vem do Brasil.

–Os Alves descobriram meu endereço?

Ela arremessou a carta, que parou perfeitamente no meu colo. A caligrafia desenhada e meio inclinada era inconfundível: Ricardo Alves, líder do clã carioca. É uma história engraçada como nos conhecemos. Por volta de cem anos antes, recebi uma denuncia de um clã da Guiana Francesa dizendo que eles tinham transformado uma criança. Nas nossas leis, transformar uma criança é um crime imperdoável, sendo morte a única pena possível. Tanto para o criador como para a criatura. Ao chegar lá, não havia nada. Exatamente nada. Era só briga centenária entre os dois clãs e uma tentativa ridícula de tentar eliminar o outro. Tendo ficado por lá um pouco de tempo, acabamos tendo uma pequena amizade, coisa não muito comum no nosso mundo. Ele era incapaz de enviar um e-mail, então eu sempre recebia cartas. Abri com um sorriso debochado e comecei a ler, aproveitando para praticar meu português.

“Giuliet,

Espero que esteja bem. Juro que tentei enviar um e-mail, mas na metade dele o teclado do computador se estraçalhou e tive que parar. Essas máquinas são muito frágeis, não servem para nós. A boa e velha caneta (pena não ser mais uma pena) resolvem o problema.

Não se assuste com a minha velocidade de te encontrar. Tudo isso começou com uma ligação para a Noruega, e a história é longa, mas te achei. Então, Estados Unidos? Ótimo, só andar para baixo.

Joana tem lembrado de você ultimamente. Márcio e Cristina também. Estamos meio ocupados aqui com uns vampiros que surgiram no nosso território e não podemos ir aí agora como gostaríamos. Bem que você poderia aparecer um pouco, isto é, se não estiver ocupada demais tentando salvar o mundo. Sem pressão, claro.

Lembranças,

Ricardo Alvez, aquele que você deve uma visita à 50 anos.”


Eu ri. Cinqüenta anos atrás eu realmente prometi dar uma passadinha lá, mas as coisas meio que movimentaram desde então. Eu bem que gostaria de conversar com Joana um pouco, rir das palhaçadas do Márcio. Agora que achava que não haveriam ataques, nem brigas, nem bafafás, seria uma boa dar uma passada no sul para ver como anda o Sol por lá. Hecate poderia cuidar das coisas para mim enquanto isso.





I still remember the world from the eyes of a child. Slowly those feelings were clouded by what I know now...
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Qua Maio 23, 2012 5:35 pm

me \o\
adoro nossa primeira conversa, é tão estranha I don\\'t give a fu




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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   Qui Maio 24, 2012 8:30 am

uhuuun.... posta mais G tou anciosa jáa
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MensagemAssunto: Re: Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth   

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Giuliet Volturi - Dark Side of the Earth
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